A ideia de usar um placa de vídeo de desktop para melhorar a performance gráfica de um notebook surgiu há alguns anos, numa época em que computadores portáteis não tinham hardware veloz o suficiente para se arriscar em jogos. Com o tempo, tanto NVIDIA como AMD começaram a desenvolver placas dedicadas capazes de suprir essa necessidade e a prática da placa de vídeo offboard caiu em desuso, ficando restrita a entusiastas.
A solução era mais popular, portanto, quando a performance gráfica de notebooks era inexistente e quando placas de vídeo em si não eram monstros consumidores de energia, enormes e de alta capacidade de processamento. Hoje, não há nenhuma interface que permita, por exemplo, ligar uma placa de vídeo a um notebook fazendo uso do seu potencial máximo.
Quais são os problemas a serem enfrentados na adaptação?
Admitindo que você queira correr os riscos, mas acabe tendo má sorte, e uma sucessão de todos os erros e dificuldades possíveis, você está encarando os seguintes riscos e problemas:
- Importação de componentes;
- Grande possibilidade de que o notebook não tenha as portas necessárias;
- Conflitos causados por drivers;
- Adaptação complexa, já que a placa de vídeo precisa ser ligada a uma fonte externa de desktop e há riscos em deixá-la exposta;
- Ganhos de performance limitados pela interface de conexão escolhida;
- Riscos de superaquecimento do processador e uma sucessão de telas azuis em situações de alta demanda;
- Em alguns casos, a tela do notebook não vai funcionar com a placa de vídeo em função da frequência de atualização. Nesses casos, será necessário ligar a eGPU a um monitor externo;
- Seu notebook deixará de ser portátil, ao menos quando você desejar usar a placa de vídeo.
O que é preciso para ligar uma placa de vídeo de desktop a um notebook?
Caso você ainda esteja interessado na adaptação, é preciso, antes de mais nada, descobrir se o notebook que você pretende usar oferece portas específicas, capazes de suprir a largura de banda necessária para conectar uma eGPU.
As únicas portas viáveis para conectar uma placa externa são ExpressCard, mPCIe e Thunderbolt. Na hipótese de seu laptop não dispor de nenhuma delas, você terá que abrir mão da empreitada, uma vez que conexões via USB 2.0, 3.0 e FireWire, por exemplo, não oferecem a largura de banda necessária para que a placa de vídeo externa troque dados com o computador.
E mesmo que seu computador tenha qualquer uma das portas necessárias, é preciso considerar que ainda assim haverá o chamado efeito gargalo: as portas ExpressCard e mPCIe nunca foram desenvolvidas para esse tipo de uso e oferecem uma largura de banda bastante estreita para a placa de vídeo, o que se traduz em uma menor capacidade de troca de dados com o computador.
Em resumo, significa que mesmo que você tenha conseguido colocar tudo para funcionar, no fim das contas, a placa offboard não funcionará a pleno vapor. Portas Thunderbolt 1.0 e 2.0, mais recentes que as outras, tem largura de banda superior, mas ainda assim não se compararam à estrutura ideal de um desktop convencional.
Melhores placas para ligar no notebook
Em virtude dos drivers mais recentes, os modelos da Nvidia são uma boa opção porque o recurso Optimus, usado em notebooks com placas de vídeo dedicadas, alterna naturalmente o uso de GPU do processador com placa de vídeo externa, o que reduz riscos de incompatibilidade. Placas da AMD, em virtude de complicações de drivers e compatibilidade, só devem ser consideradas viáveis em laptops que oferecem interface Thunderbolt.
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